RSS, feeds, o que é e como se utiliza?
Tem-se tornado cada vez mais comum encontrar referências a termos como RSS, feeds, sindicação de conteúdos….nos websites que visitamos. Este artigo destina-se a dar uma ideia geral desta tecnologia, em particular do formato RSS, e indicar algumas formas de tirar partido das potencialidades desta tecnologia que, quanto a mim, tem uma gama de aplicações ilimitada.
O tão falado RSS é um formato de sindicação de conteúdos, como tal irei começar por explicar esta ideia antes de prosseguir para o formato RSS em particular, suas utilizações e aplicações úteis.
A sindicação de conteúdos e uma forma de disponibilizar parte ou todo o conteúdo de um site, para consumo doutros sites ou entidades como utilizadores com aplicações compatíveis nos seus desktops, pdas ou até telemóveis.
A informação disponibilizada por esta tecnologia não se remete apenas aos conteúdos propriamente ditos, informação adicional sobre estes é igualmente facultada: datas de criação, codificações, autores, o que em geral se chama metadata. Esta informação permite aos programas de computador que processam os dados apresentar os conteúdos correctamente e fornecer ao utilizador informação precisa e correctamente apresentada.
Com formatos como o RSS esta ideia é posta em prática, os utilizadores podem vivenciar a experiência do mesmo site em variados dispositivos, ser notificados sempre que existam novas actualizações…o número de aplicações destas tecnologias é apenas limitado pela imaginação humana.
Em particular o formato RSS (real simple icndication) não é algo muito complexo. Tecnicamente A base está em ficheiros xml estruturados num protocolo definido expressamente para a sindicação de conteúdos (algo análogo ao html ou xhtml, mas no lugar de parágrafos e tags de apresentação, são usadas instruções relevantes para o efeito pretendido, título, autor, ligação etc.).
Cada entidade que deseje fornecer os seus conteúdos neste formato terá que disponibilizar um ficheiro neste formato, e informar os seus utilizadores da localização (URL) deste, de modo a que os utilizadores tenham forma de lhe aceder. Estes ficheiros podem ser gerados estaticamente (por exemplo escrever os conteúdos com a formatação apropriada num editor de texto e publicar) mas na grande maioria dos casos são gerados dinamicamente por programas de computador, recorrendo por exemplo a informações presentes numa base de dados que suporte o website em questão. Os utilizadores poderão verificar periodicamente o ficheiro RSS, a partir daqui denominado por feed RSS, em busca de actualizações, e se utilizarem programas para o efeito serem imediatamente notificados.
É usual os sites de notícias, blogs, ou fóruns (entre outras plataformas) disponibilizarem feeds RSS com parte dos seus conteúdos, em particular uma amostra da notícia ou post por exemplo e um link para a leitura da totalidade desta no site propriamente dito. Assim o utilizador é notificado de novidades, e só necessita de entrar no site se o amostra do conteúdo em questão for do seu agrado, e por outro lado, o dito site ganha visitas na medida em que divulgando apenas uma pequena amostra da sua notícia ou artigo publicado cativa o utilizador para uma leitura completa. Organizações como a CNN, BBC, SlashDot ou a portuguesa TSF já fornecem as suas feeds RSS desta forma. O megaTTS também tem a sua feed RSS! Poderá subscrevê-la em
http://www.megatts.com/feed/rss2/
Para tirar partido dos conteúdos fornecidos em RSS existem centenas, ou até milhares de alternativas. Irei focar algumas possibilidades que me parecem interessantes, sugestões de novas aplicações agregadoras de RSS serão de todo bem vindas.
Em primeiro lugar gostaria de referir a existência de variados serviços na web que permitem agregar RSS, como o próprio Google, ou dedicado especificamente para o efeito o Bloglines entre outros, os quais dispensam a instalação d qualquer software pelo utilizador, é apenas necessário um web browser. Não me irei estender sobre estes serviços e suas utilizações porque de facto não sou um utilizador de tais aplicações.
Por outro lado existem variadas aplicações para o desktop que permitem subscrever feeds RSS e que de uma forma cómoda nos permitem ficar literalmente à espera que as notícias cheguem.
Por um lado, os browsers Internet Explorer 7 e Mozilla Firefox (a partir da versão 1.0) já possuem suporte nativo para feeds RSS. No caso do internet Explorer, quando o utilizador clickar num link duma feed RSS o browser mostrar-lhe-á o conteúdo da feed duma forma gráfica e de fácil leitura para os humanos (o código xml da feed poderá ser visualizado através da opção “menu ver” > “ver código fonte”) e dar-lhe-á a opção de subscrever a feed. Quando subscrita uma feed, o Internet Explorer irá verificar periodicamente o seu conteúdo, e quando o utilizador aceder a opção feeds (pela barra de ferramentas do IE7, menu “ver” > “ir para” > “feeds”ou pelo comando CTRL+SHIFT+j) ser-lheá mostrado uma lista com todas as feeds subscritas, quando seleccionar uma delas ser-lhe-ão mostradas as entradas com os conteúdos mais recentes do site referente à feed seleccionada.
No caso do Mozilla Firefox, a opção “marcadores dinâmicos”d no menu “marcadores” serve exactamente para subscrever feeds (apesar do seu nome pouco sugestivo). Quando o Firefox encontra uma página que disponibilize um feed (certas tags no html dão automaticamente essa informação ao navegador) a opção “subscrever a esta página” no menu “marcadores” estará disponível, e ao ser seleccionada o processo de adicionar uma feed é análogo ao de adicionar um marcador comum. A diferença está em que no menu “marcadores”, em vez da feed estar como um comum item do menu, trata-se então do acesso a um sub menu com links para as entradas mais recentes da feed em questão. Quando a página não fornecer automaticamente a opção de subscrever a feed, poderá ser adicionada a url da própria feed aos marcadores e o firefox tratará de descobrir por si que se trata duma feed e agirá da forma descrita anteriormente.
Existem também programas isolados para subscrever feeds, como o rssReader que notifica o utilizador de cada nova entrada nas feeds por ele subscritas, tem uma interface bastante simples e acessível e permite alguma flexibilidade nas configurações. (este software necessita do .net versão 1.1 instalado).
Clientes de e-mail como o Mozilla tunderbird possuem agrega dores RSS integrados, e as soluções da Microsoft (Microsoft Outlook e Outlook Express) podem ser adaptadas para o efeito com a instalação de programas auxiliares, por exemplo o RSS Popper. Esta aplicação é integrada no Microsoft Outlook ou Outlook Express e permite receber os conteúdos das feeds como se tratassem de mensagens de e-mail.
É igualmente possível integrar feeds no MSN Messenger (a partir da versão 7 salvo o erro) e Windows Live Messenger, através do serviço Windows Live Alerts, o que possibilita a recepção de alertas do Messenger de cada vez que uma feed subscrita pelo serviço e actualizada.
Update - 10/07/2007:
o Snarfer é também um bom leitor de RSS, completamente acessível e bastante leve.
Por fim, é importante mencionar que o RSS não é o único formato de sindicação de conteúdos, existem formatos alternativos como o attom. O próprio RSS tem várias versões: RSS 0.91, RSS 1.0, ou RSS 2.0.
Resumindo e concluindo: para subscrever uma feed RSS, é necessário saber a sua URL (localização), subscrevê-la com uma aplicação agrega dora de RSS e…as notícias/novidades/actualizações estão ao alcance dum click!
Espero que este artigo tenha sido minimamente esclarecedor para aqueles que não estão familiarizados com esta tecnologia. Esta página na wikipedia é um bom ponto de partida para mais informação.
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